
Deitada, imersa, em minha solidão
É engraçada a forma como sempre me pergunto:
“Será que você sente?”
E aí eu olho as estrelas, elas são promessas.
São promessas de um futuro que eu jurei ter,
Promessas do que jurei sentir, e do que sinto.
São certezas daquele passado tão inocentemente lindo.
É estranha a forma como tudo me lembra você,
É contradição, é incerteza e talvez seja erro.
Eu me perco sentindo você tão distantemente perto,
Eu me encontro acreditando naquele futuro onde encontrar você é incerto.
E eu me lembro de cada detalhe todos os dias, é como rotina.
Mas já não dói mais. A dor se foi. Por que a dor se foi?
Será que, algum dia, eu deixarei de sentir também?
Um comentário:
Parabéns pelo texto!
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