Um dia, acordou logo cedo, pela manhã. Lavou o rosto, olhou-se no espelho e deparou-se com sua imagem sonolenta pelas horas mal dormidas por culpa dele. Ah, era sempre culpa dele! Ela dava a ele tudo que possuía e ele, coitada, nem ligar ligava.
Ao deparar-se com a verdade uma luz iluminou-lhe a face. Não, não era luz solar. Não, não era luz artificial, tampouco. Era a luz da compreensão.
E, daquele dia em diante, deixou de sentir tudo que lhe sentia, deixou de prender-se a quem não se prendia e deixou, principalmente, de amar a quem não devia. Bem-ditas foram-lhe aquelas olheiras. Bem-aventurado ficou sua sanidade mental. E bem-amada jurou amar-se.
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