O dia passava acelerado e impetuoso diante àqueles olhos verdes, aqueles olhos que outrora transbordavam felicidade. O fim do dia lhe mostrava que era o fim, o tão esperado e temido fim. Mas seria este realmente o fim? Porque todo o fim é o começo de algo novo.
Dizem que a relatividade do tempo é o que traz a beleza do momento, dizem que a vida é aquela coisa bela que quando paramos para ver já passou. É incrível como os sentimentos mudam com o tempo, aquelas lembranças que outrora foram angustiantes hoje em dia chegam a fazer sorrir. É contraditório o modo como as pessoas sentem.
Eu acho difícil me entender perante a incógnita da vida, é difícil nunca se contradizer ou nunca sentir o que nunca esperou sentir. O posicionamento que as pessoas nos exigem, muitas vezes, exisgem muito mais de nós do que o que sabemos que existe. Porque somos assim, uma grande contradição, uma caixinha de surpresas. E eu, certamente, sou um bolo gigantesco de confusão.
Nunca mais sentiremos a pureza do primeiro amor, nunca mais sorriremos pela primeira vez e, infelizmente, nunca mais poderemos descrever com precisão todas aquelas terríveis e temíveis primeiras experiências. Porque na vida o caminho que nos leva não é o mesmo que nos traz.
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