sábado, 26 de fevereiro de 2011

Incerto




















Deitada, imersa, em minha solidão

É engraçada a forma como sempre me pergunto:

“Será que você sente?”

E aí eu olho as estrelas, elas são promessas.

São promessas de um futuro que eu jurei ter,

Promessas do que jurei sentir, e do que sinto.

São certezas daquele passado tão inocentemente lindo.


É estranha a forma como tudo me lembra você,

É contradição, é incerteza e talvez seja erro.

Eu me perco sentindo você tão distantemente perto,

Eu me encontro acreditando naquele futuro onde encontrar você é incerto.

E eu me lembro de cada detalhe todos os dias, é como rotina.

Mas já não dói mais. A dor se foi. Por que a dor se foi?

Será que, algum dia, eu deixarei de sentir também?

Um comentário:

rafa disse...

Parabéns pelo texto!