Talvez eu estivesse sendo paranóica, ou talvez eu estivesse apenas sendo realista. Não sei, mas sei que tive a leve impressão que o conhecia de algum lugar, mesmo que fosse de um passado muito antigo... E o mais estranho era olhar em seus olhos e ver nos olhos dele um reflexo claro do que deveria ser meu rosto naquela hora – Brilhando de emoção, ao mesmo tempo em que pensava “é ele, Meu Deus!”-. Aqueles olhos azuis não me enganaram...
Eu sei que talvez nunca mais veja aqueles olhos tão maravilhosamente azuis, talvez eu nunca mais chegue a ver aquele rosto angelical que fez lembrar anjos de Botticelli.
Eu nem ao menos perguntei o nome dele! Não nem ao menos sei o nome daquele ser humano tão maravilhosamente belo que me fez querer voltar àquela cafeteria todos os dias...
Mas o mais esquisito foi vê-lo sentir o mesmo- talvez, eu tenha imaginado coisas-, mas acho que lá no fundo, bem no fundo, ele também me reconheceu de algum lugar.
Quem sabe em alguma outra vida eu e ele fomos os protagonistas de uma história maravilhosa, que hoje não passa de uma lenda!? Quem sabe não somos amantes em algum universo paralelo!? Acho que nunca saberei dizer, pois nem ao menos sei o nome dele...
Acho que acabei de descobrir o que fazer todos os domingos à tarde de agora em diante; acho que começarei a visitar aquela cafeteira, e quem sabe em algum domingo chuvoso ele volte a cruzar aquela porta, e traga novamente o sol para o meu mundo. Quem sabe eu não o encontre nas ruas, ou até mesmo no shopping... Quem sabe ele não esteja pensando em mim agora mesmo?
Nossa! Acho que isso é o cúmulo da carência afetiva; mas não sei explicar... Aqueles olhos azuis, e aqueles cabelos loiros me deixaram intrigada, e quanto ele pediu um café com caramelo, Deuses! Eu acho que posso dizer que estou apaixonada. Sim, estou apaixonada por um anjo! E o pior de tudo é que nem ao menos sei o nome dele...
Talvez o seu nome seja um nome imponente, angelical e de príncipe ao mesmo tempo; talvez o seu nome seja estrangeiro... Pensando bem, acho que ele era estrangeiro mesmo! Mas o seu nome não me importa. O importante é que eu o veja pelo menos mais uma vez em minha vida.
É super esquisito isso, nunca pensei me apaixonar em uma cafeteria por um completo desconhecido, na verdade, talvez Deus esteja atendendo minhas preces e tenha finalmente me concedido um amor de filme... Ou talvez Deus esteja me condenando e me fazendo sonhar com algo inexistente, me fazendo pensar que um dia aqueles olhos poderiam ser meus por toda uma eternidade sem limites.
Como saber dos planos de Deus? Não sei mais o que fazer, mas talvez eu deva ir tomar um café...
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