
"Lembro do seu olhar,
perco o ar.
Penso no seu beijo,
E saio do eixo..."
Olhando cartas e fotos de tempos atrás, vejo um foto entrigante: ela mostra dois adolescentes na feixa de seus 13/14 anos, sorrindo animadamente para a câmera. E o mais intrigante são os cantos queimados, que são resquícios de uma noite, em que acordei chorando e pensando que eu deveria me livrar das lembranças dele. Resultado!? Os cantos da foto mais feliz de minha adolescencia queimados de vela...
Aquela foto me lembrou tantas coisas... Me lembrou, até mesmo, do cheiro daquele garoto; e das perfeitas molas negras que existiam em sua cabeça; ela me lembrou do tom da voz dele, e do doce som que o riso dele produzia...Ah, Doces lembranças!
Acho, que quando tirei aquela foto, naquela felicidade absurda; eu nunca pensara que depois de 20 anos eu ainda me lembraria daqueles detalhes. Acho que eu nem mesmo esperava ter aquela foto depois de 20 anos. Mas a verdade é que eu guardei ela por todo esse tempo, e apesar de estar casada hoje em dia e ter dois filhos, eu ainda peço à Deus para ilunimar a vida daquele garoto todos os dias em que eu acordo.
Acho que certas coisas não mudam... Talvez, seja esse o verdadeiro preço de uma promessa: o comprometimendo com ela. Não que eu nao tenha querido esquecer aquela promessa diversas vezes, mas eu soube desdo momento em que a fiz que ela era verdadeira.
Acho que talvez, aquele garoto da foto nem lembre mais de mim... Talvez ele nem saiba mais meu nome! Mas isso não importa; o que importa é que eu cumpri com a minha promessa, e que eu fiz tudo o que pude para aconselha-lo.
Nem sei mais por onde aquele garoto anda. Nem sei mais se está gordo ou magro, saudável ou nao... Mas talvez, isso nao importe mais, pelo menos isso nao deveria mais importar, certo!?
Mas a verdade, a unica coisa que importa é que todas as noites em que eu ia dormir certa de que um dia na minha vida eu o teria como marido foram blefes. Ele nunca mais veio atrás de mim... E quem sabe, isso nao tenha sido o melhor mesmo? Se ele tivesse vindo eu nunca teria casado com meu marido, e nunca teria tido as duas maravilhosas crianças que hoje iluminam o meu amanhacer. Talvez, se ele tivesse se importado comigo, eu nao estivesse tão feliz hoje. E tão sem livre de máguas.
Pois eu sei que apesar de ter sofrido muito, e chorado por diversas noites, eu e ele fizemos a coisa certa em seguir em frente. Eu sei que vou amar ele por toda a minha vida; mas talvez, às vezes, um grande amor tenha que ficar apenas na lembrança.
Pego apenas a foto daquela velha pasta; deixo lá letras de algumas músicas (que eu imprimia escondida do meu pai), fotos de outras pessoas, poemas que fiz à muito tempo. Deixo lá tudo que não foi assim tão importante, e levo comigo apenas aquela foto velha e queimada, como se ela fosse uma lembrança de algo passageiro, mas que eu sei que não esqueceria nem mesmo se quisesse...
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