Olho nos seus olhos,
Olhos castanhos, conhecidos e amados.
E tu olhas em meus olhos,
Será que me vê?
Acreditei tanto tempo no destino,
Confiei que ele lhe traria para mim.
Te dei casa, amor e carinho,
Fiz de tudo para que tivesses sempre o melhor de mim.
Desejei sempre, ao menos um pouquinho,
Sempre quis aquele espaço, mesmo que tão pequenino.
Achei que um dia ele cresceria e floresceria.
Pensei que haveria algum caminho.
Mas as coisas sempre vêm a acontecer,
Daquela forma estranha, que não podemos entender.
E eu, que sempre estive aqui, esperando um pouco mais,
Fiquei sozinha, lamentando porque conosco não poderia sonhar.
E agora você vem me dizer,
Que sempre foi sincero, tenro e honesto.
Vem me falar de coisas que eu não mais me interesso.
Não, não venha, porque para ti, eu não regresso.
3 comentários:
Gastamos muito tempo de nossas vidas tentando entender e decifrar palavras, gesto e olhares de alguém que supostamente gostamos.
Tempo onde outro esta na mesma luta por nos.
Tempo que deveríamos nos deixar ser olhados, sermos conquistados por quem realmente olha para nos.
Fechar os olhos e ser conquistado pela voz.
Tempo de espera, tempo de ser conquistada, tempo de abrir os olhos e ter a certeza do que realmente estamos vendo, se chama amor.
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