Visitando aquele túmulo que há tempos não visitava, olhou para a flor roxa, deslocada no cenário preto e branco. O vento uivava pedindo abrigo, aconchego e proteção. Era isso que o vento queria. Ela também o queria.
Todos os nós do destino, de tão emaranhados, pediram para serem contados. E foram. Uma lagrima caiu de seu olho. Apertando o casaco preto em seu peito e arrumando a touca em sua cabeça sentou-se para passar alguns minutos ao lado do túmulo cinza.
Vazio. Vazio era o que sentia."Por que me abandonaste?" se perguntava "não era suficiente todo amor que um dia lhe dei?"
Duvidas. Duvidas era o que restávam. Não era para ser ele. Era ela quem deveria estar dentro daquele carro amarelo. Não ele. Não era ele quem o destino pedira a vida, era a dela.
Flashes passavam por sua cabeça. O caminhão desgovernado. O carro rolando do penhasco. O fogo que se alastrou por dentro de toda aquela floresta. A vida de sua vida sendo consumida pelo fogo. Não suportava aquela dor...
Soluços pesados se juntaram a sua mais sincera manifestação de dor. O vento uivava e corria por todo cemitério resfriando todo aquela cena fúnebre. E sozinha ela ficou, presa na cena tristemente colorida de preto em branco.
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