O sol cruzava lentamente a linha do horizonte em direção ao negrume estrelado à cima. O mar aos poucos despervatava de seu sono e se iluminava com a beleza gradualmente fúcsia daquele novo dia.
Enquanto isso, deitada em seu leito acolchoado, ela sonhava linda e tranqüilamente com a cena que acontecia logo à uma janela de distancia. Acordou.
As ondas cresciam a medida que o dia começava a clariar, enquanto as estrelas, submersas em toda aquela beleza, desapareciam. Era triste vê-las ir embora de una cena tão magica, mas elas certamente estariam brilhando do outro lado deste incrível cosmo. E ele as veria.
Gelando seus pés descalços na areia branca e gelada, a metade sã -e não destruida- de sua alma se alegrava. Havia tamanha beleza no amanhecer? Havia tamanha beleza no mar.
Chegando perto do lindo e maravilhoso mar ela sentiu intensamente o salgado cheiro que o acompanha e que a toca mesmo estando a milhares de quilômetros. Tocou, como que pedindo permissão, os pequenos pés em seu amigo.
Uma corrente de calma e certeza passou por seu corpo, iluminando o dia intensamente. Sempre foi assim que ela fazia para resolver e entender seus problemas, e hoje não seria diferente.
Sentou-se à beira de seu amigo-Mar - não muito longe, o suficiente para toca-la a cada quebrada de onda- e ali, para o Mar e o nada, ela contou todos os medos que a assolava. Pois o Mar era o seu melhor amigo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário