“Quando a gente gosta por tanto tempo de uma pessoa tão próxima, eu acho que a gente não precisa de grandes declarações ou de belas palavras.
Acho que o amor acontece quando tem que acontecer. É natural. Não dói. Mas acho que de alguma forma você tinha que saber disso formalmente, mesmo sendo você que me conhece melhor que ninguém.
Você, que sabe de toda e qualquer reação minha. Que conhece o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Você que me ensina o que é melhor pra mim.
Na minha cabeça é fácil confundir você e eu; me é fácil fazer de nós um, falar de nós como ‘agente’ e buscar um modo de fazer ‘nosso’ o meu caminho.
Sinto muito se confundi tudo, se éramos para ser somente carinho, somente adoração, admiração, sei lá... Acho que a proposta era sermos qualquer coisa, menos um.
Sinto muito se ao tentar olhar nas entrelinhas eu confundi carinho com paixão, se confundi cuidado com ciúme, se confundi você com tudo o que eu mais sonhei para mim.
Me desculpa por ter estragado nossas promessas de ‘para todo o sempre’ ao ter pensado que o meu futuro seria o mesmo que o seu.
Como eu disse, acho que quando a gente fica perto de alguém por tanto tempo, e sente algo tão forte por alguém, não dá pra buscar somente amizade ou para querer somente perto. Acho que de alguma forma o amor aconteceu, pelo menos para mim.
E é disso eu me arrependo...”
2 comentários:
Amor, deliciosamente insano.
Amei o texto no seu blog! Já li, reli, aprovei e comentei! hahahaha
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