segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Vulgo à verdade


• Durante nossa vida toda, nos ensinaram que a vida é escrita exatamente por alguém impiedoso, que não irá perdoar nossos erros. Não nos disseram que nossos erros e acertos poderiam ajudar muito a sermos felizes no final...
• Ensinaram-nos que amar é conseqüência de ser humano, e que nós somos os únicos seres capazes de amadurecer e levar um relacionamento pra frente. Não nos disseram que existem humanos que não montam um relacionamento com as bases do amor, e nem mesmo nos falaram da existência de seres humanos egoístas, possessivos e animais (que nem ao menos chegam a serem humanos).
• A vida toda nos disseram que os problemas dos outros não eram nossos problemas, e que nós poderíamos sim ajudar o próximo, mas isso era algo que só poderíamos fazer quando nossa vida já tivesse completamente perfeita. A verdade é que se formos esperar a perfeição para ajudarmos os outros nunca ajudaremos ninguém. Porque a perfeição é inexistente. E ela não ocorre na vida de ninguém. Nunca nos disseram que ‘ter uma vida perfeita’ muitas vezes depende da gente, e do nosso conceito do perfeito-imperfeito.
• A vida toda nos disseram que pai e mãe não tem filho predileto, ele apenas tem que depositar atenção maior a determinado filho. A verdade é que todos nós sempre temos alguém com quem nos sentimos melhores. Isso independentemente de sermos pais ou filhos. O amor não pode ser medido para ser igualado.
• Ensinaram-nos que só seriamos completos se amassemos alguém, e se esse amor fosse correspondido. Nunca nos disseram que é muito mais difícil amar alguém do que a si mesmo. Nunca nos disseram que o amor também pode não ser correspondido. Nem ao menos, que por mais que você ame alguém você jamais poderá dizer que era ela com quem você deveria estar em determinado momento. Pois a verdade é que nós não sabemos se temos um caminho, um destino ou se tudo é mero acaso...
• Nos ensinaram que nós somos seres inteligentes e que apenas nós pensamos no planeta. Mas me pergunto: onde está a nossa inteligência humana quando matamos os seres “menos- desenvolvidos” do que nós, ou quando matamos à nós mesmos. Nem mesmo o pior dos animais é assassino da própria espécie. Apenas nós matamos a nós mesmos...
• Sempre nos ensinaram que a mulher era o símbolo da família; que um dia todas as mulheres teriam filhos e a maternidade é a coisa mais bela que esse mundo pode nos oferecer. Nunca nos disseram que existiam mães que não queriam ter seus filhos, e nem mesmo que haveria mães matando filhos um dia...
• Ensinaram-nos que você nunca iria se acostumar com a dor, e que você deveria lutar pra ser feliz. Mas a verdade é que você se acostuma com tudo nesse mundo, você não pode evitar sofrer, assim como você não pode evitar respirar. O sofrimento é algo que está embutido no nosso universo.
• Nos ensinaram que a única razão que devemos seguir é a do coração... Nunca nos disseram que um dia seria muito mais difícil seguir o coração do que a nossa razão. Não nos disseram que o orgulho nos atrapalharia a dizermos exatamente o que gostaríamos para alguém, e nem mesmo nos disseram que as vezes o nosso coração poderia mentir à nós mesmos...
“A verdade é que todos nós procuramos nas coisas algo que tire nossa dor, algo que nós faça sentirmos um pouco mais humanos. Porque pensamos ser humano ser felizes para sempre...”

Nenhum comentário: